RPG não é apenas um jogo.

Você não apenas conta histórias, mas realmente participa delas, assumindo o papel
de seus personagens centrais. É muito parecido com o teatro, só que você mesmo in-
venta suas falas.
Um RPG é ao mesmo tempo teatro de improviso e brincadeira de faz-de-conta, um con-
junto de regras aplicado a uma história criada por todos os envolvidos no jogo.
Pense nas suas brincadeiras de infância; toda vez que você se imaginava como um
cavaleiro em armadura brilhante ou um índio com pintura de guerra, você estava in-
terpretando. Toda vez que você caçava dragões no quintal ou enfrentava bandidos,
você estava interpretando. Isso é algo que você vem fazendo há muito tempo; e ago-
ra tem um nome. Além disso, nem tudo o que você fazia em sua infância era necessa-
riamente infantil; ao nos colocarmos na pele de outras pessoas, mesmo que só um
pouquinho, essas brincadeiras nos ajudavam a entendê-las (e a nós mesmos)um pouco
melhor.
É claro, nós já passamos da idade de nos escondermos atrás do sofá discutindo se 
uma flecha é ou não mais rápida que um revólver. É por isso que existem regras
nessa forma de Interpretação, para criar a estrutura e os limites para as históri-
as que você vai criar. Com essas regras você poderá resolver conflitos e definir
as capacidades dos personagens das suas histórias.
RPG é melhor quando jogado com poucos jogadores, cinco no máximo. Esse é um jogo
pessoal demais para ser apreciado por um grupo maior. Muito do mistério e do sabor
se perde quando os jogadores têm de competir pela atenção.
As informações desse site constam do livro Vampiro: A Idade das Trevas escrito por
Jennifer Hartshorn, Ethan Skemp, Mark Rein-Hagen e Kevin Hassal.