LASOMBRA

Elegantes porém predatórios, os Lasombra honestamente se consideram o ápice da e-
xistência Cainita. Firmemente devotos das idéias do Direito Divino e do governo 
dos superiores, eles têm pouca paciência apesar de muita pena com aqueles Cainitas
que são inferiores, apesar de não terem culpa disso.
O personagem Lasombra é uma curiosa mistura de noblesse oblige e saudável desprezo.
Eles ativamente buscam o poder onde quer que ele possa ser encontrado, dos corredo-
res dos conventos aos corredores dos palácios, contudo eles não buscam os títulos e
glórias que vêm com o poder. Ao invés de perseguir o comando para seu usufruto, os
Lasombra buscam as rédeas do poder devido à sua firme crença de que ninguém pode 
segurá-las melhor do que eles. A aparência do poder não é importante; o que importa
é que as decisões estejam sendo tomadas por aqueles mais capacitados a fazê-lo. Na
verdade, a maioria dos Lasombra prefere o papel de fazedores de reis ao título de
rei.
De mãos dadas com esta determinação de serem os árbitros finais de todas as deci-
sões vem um saudável menosprezo por aqueles que os Lasombra sentem que são inferio-
res a eles em mente, corpo ou linhagem. Na prática, isso significa o resto da soci-
edade Cainita, e apesar de alguns dos vários clãs terem recebido um respeito media-
no, não há ninguém que os Lasombra reconheçam como igual. Um Lasombra irá trabalhar
com outros Cainitas, e até mesmo poderá reconhecer como amigos os membros de outros
clãs, mas nenhum jamais irá considerar um membro de outro clã como igual.
Infelizmente, existem aqueles Lasombra cujo deleite no grande jogo da política os
cega para tudo exceto o próprio jogo. Mestres manipuladores, esses Cainitas vêem
toda a Europa com um mero tabuleiro de xadrez no qual seus oponentes jogam; a queda
de reinos sendo apenas de interesse abstrato para eles. São esses Lasombra que os
outros clãs mais temem, e seus talentos e gostos têm sido atribuídos ao clã como um
todo.
[continua]