MALKAVIANOS

Os vampiros não se assustam facilmente. Eles já venceram a morte, e as fraquezas 
de suas existências mortais se foram há muito tempo. Mas os Cainitas do Clã Malka-
viano preocupam até mesmo o mais audacioso Brujah ou o mais experiente Tzimisce, 
pois onde quer que eles andem, o odor fétido da loucura os segue.
Para a mente medieval, a insanidade é uma das coisas mais assustadoras que se pos-
sa imaginar. Muitos consideram a loucura como sendo algum tipo de maldição de Deus
(ou marca do Diabo), ao invés de uma doença. No caso dos Malkavianos, as lendas
Cainitas indicam que eles podem estar certos.
Nos velhos dias, ou assim afirmam alguns dos loucos, Malkav era uma das crianças
favoritas de Caim. Caim procurou sabedoria nos cantos mais sombrios do mundo, e 
sua progênie o imitou. Mas não foi Saulot, ou Brujah, nem mesmo Cappadocius quem 
eventualmente encontrou os segredos que Caim procurava. Malkav trouxe a sabedoria
ao seu Senhor, e Caim abençoou a criança da noite, e a sua linhagem, com o dom li-
bertador da insanidade.
O Clã Malkaviano parece ser a mais incoerente linhagem de vampiros. Almas gentil-
mente iludidas e psicóticos babões são encontrados em números iguais, e eles são
apenas uma amostra da diversidade que caracteriza as crias de Malkav. Se não fosse
pelo traço comum da insanidade, eles dificilmente pareceriam ser um clã. Mas os
outros clãs não têm escolha senão reconhecê-los. Oráculos Malkavianos têm feito
parte de côrtes vampíricas por gerações, e mesmo os Lasombra e os Ventrue, quando
desejam informação, vão cear com os Malkavianos - com uma colher bem longa.
Até hoje, os Malkavianos vagam pela sociedade Cainita. Eles interpretam os bobos,
os palhaços, os visionários e idiotas, sempre descobrindo estranhos novos segredos
enterrados em sua loucura. Eles pregam peças bizarras, freqüentemente perturbado-
ras e algumas vezes perigosas em aliados e inimigos, sem distinção. Eles abraçam
causas com suas almas, ou voam ao redor de alianças como traças bêbadas. No fim,
nenhum outro vampiro pode prever como um Malkaviano irá mudar seu meio-ambiente.
[continua]